
Quem nunca a ouviu ou recebeu um email sobre a vaga a que estava concorrendo com essa frase, que atire a primeira pedra...
Concorri a uma vaga para estágio em Recursos Humanos e recebi a resposta em minha caixa de mensagens, muito parecida com essas palavras, com um adjetivo até muito bonito, "superdimensionado para a vaga".
Afinal, como devemos proceder, quando nossa bagagem vai além do que a vaga que concorremos pede???
Segundo Andreza Emília Marino , você fez uma faculdade conhecida como de primeira linha, se esforçou para ir a seminários e palestras e investiu em pós-graduações e cursos de idiomas (com certificações). No computador, navega pela Internet com desenvoltura e usa os aplicativos necessários para seu dia a dia de forma segura. Tudo isso com o objetivo de aumentar a sua empregabilidade. Ao concorrer a uma oportunidade que, você sabe, tem qualificações de sobra, ouve do recrutador: “infelizmente, você não tem o perfil que estamos procurando. Seu currículo é bom demais para a vaga”.
Diante dessa informação, pode parecer natural que todo o esforço tenha sido em vão, certo? “Fica a impressão de que é preciso investir menos para ter mais oportunidades. Mas a realidade é justamente o contrário”, garante a coordenadora da área de Gestão de Carreiras da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Janete Teixeira Dias. “Para as melhores oportunidades, é preciso estudo e dedicação, além de refinar a busca pelo emprego”.
Ela quer dizer que é importante fazer um exame de consciência para entender o que está acontecendo. “É fundamental avaliar se há falta de foco nas buscas, desespero ou orientação profissional inadequada. Investir em planejamento, organização do currículo e pesquisa de mercado é muito melhor do que dar tiros para todos os lados”, aconselha a professora.
Se, mesmo assim, o candidato quer se submeter à posição, há ainda outra opção. O conselho é omitir algumas informações – no currículo e na entrevista – a fim de se enquadrar. “Essa, entretanto, precisa ser uma decisão tomada após reflexão, já que, no futuro, outros entrevistadores podem questionar o motivo de se ter aceitado uma situação como essa”, alerta Janete.
Além das aparências – Para o heahunter Renato Bagnolesi, da Robert Wong Consultoria Executiva, nem sempre um currículo bom está atrelado a um talento profissional. “Há casos em que ele investiu na formação, tem passagens por várias empresas, mas em conversas, percebemos que não é tudo isso (embora ele até pense que é)”, diz.
E onde fica a insegurança do gestor, quando ele barra o candidato, após a aprovação do recrutador ou de alguém da área de Recursos Humanos? “Isso pode acontecer sim, de ele se sentir ameaçado por alguém que tem um currículo mais recheado do que o dele. No entanto, esse sentimento pode custar caro, já que o profissional que ele deixou de lado, pode ir para a concorrência e dar trabalho”, explica Janete. É preciso identificar e reter talentos.
Embora pareça uma justificativa falsa ou até mesmo cruel, os empregadores têm seus motivos para evitar a contratação de quem tem um nível muito maior do que o que se pede. “Essa pessoa acaba não ficando muito tempo na empresa. O trabalho, brevemente, deixa de ser desafiador. E, assim que encontrar algo que a motive mais, vai se desligar”, aposta a coordenadora da Fiap. “Muitas vezes, eles escolhem quem ainda tem algumas competências para desenvolver, como forma de manter a motivação e evitar o retrabalho”.
Bagnolesi, da Robert Wong, acha que um currículo melhor do que pede a oportunidade nem sempre é ruim. “Se a empresa oferece chances de crescimento, pode ser uma boa para ambos. Nossa tarefa é convencer o profissional de que, num primeiro momento, ele não está ganhando muito na troca, mas a perspectiva é interessante, basta ter visão e cumprir bem seu papel”. “O que não vale é sair de um lugar onde se está infeliz, para ir para outro onde ficará, em pouco tempo, tão ou mais descontente”, frisa.
Diante dessa informação, pode parecer natural que todo o esforço tenha sido em vão, certo? “Fica a impressão de que é preciso investir menos para ter mais oportunidades. Mas a realidade é justamente o contrário”, garante a coordenadora da área de Gestão de Carreiras da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Janete Teixeira Dias. “Para as melhores oportunidades, é preciso estudo e dedicação, além de refinar a busca pelo emprego”.
Ela quer dizer que é importante fazer um exame de consciência para entender o que está acontecendo. “É fundamental avaliar se há falta de foco nas buscas, desespero ou orientação profissional inadequada. Investir em planejamento, organização do currículo e pesquisa de mercado é muito melhor do que dar tiros para todos os lados”, aconselha a professora.
Se, mesmo assim, o candidato quer se submeter à posição, há ainda outra opção. O conselho é omitir algumas informações – no currículo e na entrevista – a fim de se enquadrar. “Essa, entretanto, precisa ser uma decisão tomada após reflexão, já que, no futuro, outros entrevistadores podem questionar o motivo de se ter aceitado uma situação como essa”, alerta Janete.
Além das aparências – Para o heahunter Renato Bagnolesi, da Robert Wong Consultoria Executiva, nem sempre um currículo bom está atrelado a um talento profissional. “Há casos em que ele investiu na formação, tem passagens por várias empresas, mas em conversas, percebemos que não é tudo isso (embora ele até pense que é)”, diz.
E onde fica a insegurança do gestor, quando ele barra o candidato, após a aprovação do recrutador ou de alguém da área de Recursos Humanos? “Isso pode acontecer sim, de ele se sentir ameaçado por alguém que tem um currículo mais recheado do que o dele. No entanto, esse sentimento pode custar caro, já que o profissional que ele deixou de lado, pode ir para a concorrência e dar trabalho”, explica Janete. É preciso identificar e reter talentos.
Embora pareça uma justificativa falsa ou até mesmo cruel, os empregadores têm seus motivos para evitar a contratação de quem tem um nível muito maior do que o que se pede. “Essa pessoa acaba não ficando muito tempo na empresa. O trabalho, brevemente, deixa de ser desafiador. E, assim que encontrar algo que a motive mais, vai se desligar”, aposta a coordenadora da Fiap. “Muitas vezes, eles escolhem quem ainda tem algumas competências para desenvolver, como forma de manter a motivação e evitar o retrabalho”.
Bagnolesi, da Robert Wong, acha que um currículo melhor do que pede a oportunidade nem sempre é ruim. “Se a empresa oferece chances de crescimento, pode ser uma boa para ambos. Nossa tarefa é convencer o profissional de que, num primeiro momento, ele não está ganhando muito na troca, mas a perspectiva é interessante, basta ter visão e cumprir bem seu papel”. “O que não vale é sair de um lugar onde se está infeliz, para ir para outro onde ficará, em pouco tempo, tão ou mais descontente”, frisa.
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